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O MITO DA GRAMA MAIS VERDE

 Temos a tendência de pensar que as coisas dos outros são melhores do que as nossas. Somos tentados a esticar o pescoço e olhar por cima do muro, admirando a grama verde do vizinho. Certa feita, Asafe quase resvalou os pés por olhar pela janela do desejo e sentir-se insatisfeito com sua condição. Na verdade, a insatisfação o dominou por olhar pela janela do desejo e sentir-se insatisfeito com sua condição. Na verdade, a insatisfação o dominou quando ele olhou a prosperidade do ímpio. Ele sentiu que a vida do ímpio era melhor que a sua. O ímpio tinha riqueza, saúde, amigos, prosperidade e sucesso. Ele, embora estivesse andando de forma piedosa, era implacavelmente castigado todos os dias. Sua mente estava confusa; sua alma, inquieta; e seus pés, dentro de um laço. Por providência divina, foi ao santuário e descobriu que a riqueza do ímpio não lhe dava segurança eterna. Percebeu que Deus era o seu tesouro na terra e no céu. Então, descobriu que não tinha razões para sentir inveja do ímpio. A grama verde do ímpio era apenas uma ilusão ótica. Do outro lado da cerca, não tinha um jardim de vida, mas um deserto de morte.

 
Esse fenômeno se repete na família. Alguns pais pensam que os filhos dos outros são mais educados do que os seus. Alguns maridos pensam que a mulher do vizinho é mais carinhosa do que a sua. Algumas esposas pensam que o marido da amiga é mais atencioso do que o seu. Temos essa tendência de pensar que os outros têm algo ou alguém melhor do que nós. Isso é um engano. Se você pudesse conviver com essa pessoa que você julga melhor, verificaria que as aparências enganam. As estatísticas provam que 70% das pessoas que se divorciam e casam de novo, dez anos depois descobrem que o segundo casamento foi pior do que o primeiro.
 
Um dos erros mais comuns que ocorre nos casamentos abalados pela falta de carinho é a tentativa desesperada de segurar o cônjuge que está escapando. Para alcançar esse intento, muitas pessoas se humilham, choram, desesperam-se e chegam a pedir ao cônjuge que não vá embora. Essa atitude é infantil e infrutífera. Ela só afugenta ainda mais o cônjuge que está se afastando da relação. Essa atitude desperta piedade, e não amor. Ninguém fica com ninguém por dó. A única atitude coerente e digna é valorizar-se, levantar a cabeça e jamais se rebaixar. Em vez de entregar-se ao desespero, a solução é confiar em Deus e pôr o pé na estrada da vitória. A pessoa que está ensaiando sair da relação conjugal precisa estar consciente de que, se não mudar, vai perder o seu cônjuge. Não podemos ser amados se não valorizamos a nós mesmos. Não podemos ser amados se amassamos as nossas próprias emoções debaixo do rolo compressor da auto piedade.
 
Outro erro grosseiro que se comete num tempo de crise conjugal é tentar monitorar o cônjuge, buscando vigiar e controlar seus passos. Ninguém pode ser feliz no cabresto. A solução para um casamento em crise não é construir uma cerca mais alta, mas melhorar o pasto do lado de cá da cerca. Em vez de vigiar o cônjuge que está olhando por cima do muro, o segredo é cultivar a grama do seu pasto, a fim de que ele encontre deleite na relação. Há um ditado popular que diz que pegamos mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de fel. Elogios funcionam melhor do que críticas. A palavra boa é como medicina; ela produz vida. Há muitos casamentos que poderiam ser restaurados se a marcação cerrada fosse substituída pela prodigalidade do amor. É preciso regar a grama para que ela se torne verde e suculenta. Não deixe sua pastagem secar. Não tente erguer muralhas a fim de que seu cônjuge seja impedido de olhar para o pasto do vizinho. Melhore sua pastagem. Melhore sua comunicação. Melhore sua relação sexual. Uma pessoa raramente procurará alimento na mesa do vizinho se há pão com fartura em sua casa. Ninguém busca embriagar-se de amor no colo de mulher alheia se pode saciar-se na sua própria fonte.
 
Rev. Hernandes Dias Lopes
Pastor da Igreja Presbiteriana de Vitória
Extraído do Livro “Casados e Felizes”, editora Hagnos. Ano 2008.
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